Escrava de favela: 33 estupros é nada em relação ao destino cruel das escravas dos traficantes

Quando a jovem Bia foi estuprada por 33 homens, a imprensa chegou a chamá-lo o pior estupro na história do Brasil. Por mais triste que seja o destino de Bia, tal avaliação revela um grande desconhecimento da realidade no Brasil e, sobretudo, das favelas, porque existem moças que sofrem estupros muito piores.

 

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Meninas como Bia oferecem-se às bandas de drogas para puderem namorar com um dos poderosos que são admirados por muitas meninas. Claro que elas não querem ser estupradas por grupos inteiros, mas muitas delas consideram tais acidentes como percalços até normais na vida de garotas que estão atrás dos chefes e subchefes dos gangues.

Por isso não delatam tais casos na polícia, assim como Bia não teria contado do caso se não fosse obrigada a se defender pela publicação de vídeos por outras pessoas. E por isso as garotas também continuam frequentando tais lugares e bailes de funk também depois de tais estupros, e muitas vão de novo sem calcinha.

Mas existem meninas que sofrem estupros em massa dessa maneira quase todos os dias. E muitas delas foram antes do começo do martírio meninas incocentes e boazinhas. E muitas delas sofrem além de estupros ainda violência e torturas.

São garotas entre 12 e 17 anos que foram vendidas, penhoradas ou confiscadas por causa das dívidas de seus pais, irmãos, tios, mães ou, às vezes, até primos viciados em drogas. Eles, incapazes de pagar as dívidas, entregam uma menina que vira escrava do gangue.

Ela sabe, que uma fuga seria inútil, já que a banda acha-la-á em qualquer lugar. Além disso sabe, que é um penhor e uma fuga, falhas ou mau desempenho no sexo ou outros trabalhos poderiam também custar a vida do parente dela, que tem as dívidas.

Não lhe resiste outra opção do que obedecer em tudo a todos do gangue e ser a prostitutas gratuita dos membros e a quem mais é obrigada a servir.

Petala Parreira, que mesma cresceu como prostituta menor em uma favela, conhece várias garotas em tal situação. Raramente a polícia libera uma. Em 2015 foram liberadas pela polícia em toda a América do Sul só quarenta meninas.

Porém, estima se que sete mil garotas encontram-se em poder de gangues como escravas sexuais exploradas sem limites.

Do destino de uma garota em tal situação Petala formou um livro: „Escrava de favela“.

A história chocante e triste de uma garota vendida pelo próprio pai viciado revela, sem esconder nada, práticas perversas e crueis que infernizam a vida de milhares de garotas escravizadas em favelas governadas pelo tráfico.

Quem lê o livro nunca mais vai pensar que o famoso estupro por 33 homens seria o pior da história do Brasil. Tais meninas escravizadas vivem em meio de um país cristão, mas sofrem igual a meninas cristãs, yazidis e de outras religiões capturadas pelo Estado Islâmico ou outros grupos muçulmanos.

O livro conta abertamente e sem censura sobre sexo e violência, por isso é somente a partir de 18 anos e por enquanto só no internet. Uma forma gratuita de acessar o livro é através de google livros ou foboko ebooks.

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