A questão da inclusão social

A expressão utilizada para caracterizar toda e qualquer politica que insira pessoas ou conjuntos restringidos na sociedade denomina-se inclusão social.

Dessa maneira, para que seja instituída uma ação de inclusão social, é necessário primordialmente, examinar e evidenciar quais os indivíduos estariam excluídos da sociedade, ou seja, aqueles que não tem o gozo dos benefícios e direitos básicos, como saúde, educação, lazer, renda, etc.

Em suma, um indivíduo ou um grupo social dificilmente será excluído ao todo da sociedade, tendo isso ocorrência sobre uma parcela dela. Desse modo, a inclusão social, se propõe a democratização dos distintos espaços àqueles que não possuem acesso imediato a eles.

A exclusão social traz muitos danos às pessoas atingidas por ela, como para a sociedade em geral, e infelizmente é uma realidade que assola o mundo desde tempos mais remotos.

De acordo com Maciel (2000), o uso da inclusão social deve estar inserido nos planos nacionais de educação, lazer, esporte, entre outros; o autor sugere que uma sociedade inclusiva compromete-se com as pessoas que padecem a exclusão.

A inclusão consiste em um processo de modificações pequenas e grandes, com prazos de tempo diferenciados, no modo de pensar das pessoas. Dessa maneira, a sociedade se mune de preparativos para incluir, em seu meio, todos os indivíduos, sem exceção.

No momento que a sociedade começa a olhar as pessoas como diferentes, no intuito de considera-las como incapazes e inválidas, sem que tenham a oportunidade de se desenvolverem como cidadãos produtivos e capazes, não sendo respeitadas suas limitações e disponibilzadas formas de acessibilidade dos mesmos aos diversos ambientes, a exclusão social firma-se como uma barreira de impedimento aqueles que poderiam atingir o melhor de seu potencial.

Tomando por exemplo de exclusão social, segundo Cardoso, Delfito, Ferim e Tedeschi (2013), a ideia que muitos formulam sobre pessoas com alguma deficiência é de que falta alguma coisa, há algo de diferente, todavia o que precisa ser compreendido é que, mesmo com essa falta, a deficiência de algo, de alguma parte, isso não inviabiliza o deficiente de ser normal, sendo somente necessária a ajuda e compreensão de todos, para que seja possível.

Sendo ainda precária, a inclusão social, insere-se em nosso meio por um processo lento e difícil, entretanto, não impossível, para isso a solução encontra-se no meio de nós, sendo a harmonia familiar, o respeito do grupo social, a compreensão e a ajuda de todos, demonstra um grande avanço para a melhora dos indivíduos, que resulta em bem-estar, elevada auto- estima e alivio da dor.

Lembrando que, as leis e politicas públicas existem, porém na prática acabam por não serem cumpridas. O que ainda deixa a desejar no meio dessa sociedade atual é aquele sentimento de “colocar-se no lugar do outro”, ou seja, sentir as dificuldades uns dos outros, para que seja possível acabar com o preconceito e o egoísmo, tornando-se simplesmente mais humanos.

EVA FERREIRA DE FRANÇA

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