Action Figures: o Poder de Batman

O comércio de action figures é algo espantoso. Uma quantidade admirável de fãs, principalmente de histórias em quadrinhos busca em figuras tridimensionais uma versão das histórias em quadrinhos bidimensionais.

Mercado fantástico, que movimenta uma assustadora quantidade de produtos correlatos como gondolas, sites, industrias variadas de brinquedos e miniaturas, exposições, cosplayers e outros. Aqui destacaremos um dos grandes, senão o maior, personagem gerador desse tipo de produto, o super-herói Batman.

Gondolas com action figures

Batman oficialmente

Foi criado em 1939, pelo cartunista e roteirista Bob Kane. Sua gênese em si mostra seu potencial comercial, uma vez que ele foi engendrado a partir de uma encomenda da editora de histórias em quadrinhos DC Comics apostando num desdobramento do sucesso estrondoso do Superman, o primeiro super-herói da história dos quadrinhos e da ficção científica.

Ou seja, Batman é em verdade uma ampliação de um leque de personagens, de um mercado, que estava em seu momento de ascensão e isso explicaria como haveria e há nele uma predisposição para a difusão de produtos e mídias alternativas.

Atualmente se sabe que o personagem teria sido idealizado originalmente ainda em 1932, por Frank Foster, o qual ofereceu sua criação à editora, que não demonstrou entusiasmo.

Bob Kane teria inventado o visual e a ideia inédita de um super-herói sem poderes, com habilidades detetivescas, no estilo de Sherlock Holmes, que faria uso das trevas e da noite, tal qual o personagem O Sombra.

As outras duas mãos na criação do personagem seria as do roteirista Bill Finger que determinaria seu caráter, o estilo de suas narrativas e personagens, assim como vilões e locais clássicos do mundo do personagem.

Essa é a riqueza do personagem para o mercado de action figures: o universo de Batman é recheado com uma quantidade enorme de personagens secundários, de adversários carismáticos e de visual bastante atrativo. Várias explicações existem para isso, mas convém destacar uma em particular aqui: esse personagem reflete dramas da urbanidade.

Crime e Castigo

As histórias e Batman passam por diversas situações que podem ser encontradas em qualquer metrópole (perdão Superman) mundial: crime, horror, violência, perda, e também, justiça, esperança, superação.

Os personagens em si, seus vilões são retratos de tragédias urbanas, mas também de formas de superação. Apresentados de diversas formas eles demonstram uma crença implícita dos habitantes das cidades: todo o sofrimento pode ser superado e isso nos mudará.

Como diria um de seus mais famosos antagonistas em uma de suas versões cinematográficas: “o que não o mata simplesmente o deixa mais… estranho”.

Se você reconheceu essa a frase do parágrafo acima, sabe do poder de mercado que um personagem pode produzir.

Um Coringa

Esse é uma dos mais famosos personagens da galeria de vilões de Batman, e um dos maiores trunfos comerciais já criados: a quantidade de versões desse personagem e de outros, para as mais diversas mídias, cinema, animações, desenhos animados, vídeo games e outras impulsiona um vasto catálogo de personagens em versões variadas que atrai o maior consumidor de action figures e de gondolas para esse tipo de produto: o colecionador.

Ter várias versões do Coringa, por exemplo, nas diversas mídias que ele aparece e em diversas posições é algo demasiadamente atrativo para um fã, sendo que o mesmo pode comprar mais de uma versão do articulado, apenas para usar uma gondola para criar uma versão tridimensional de uma história em quadrinhos.

E esse apenas é uma possibilidade.

Que tal explorarmos outras?

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