Angina de peito: Sintomas, Tratamentos, 6 Causas e 9 Formas de Prevenir

O que é? Angina de peito (angor pectoris) é a designação dada a um tipo específico de dor no peito (dor precordial). Esta dor no peito é descrita com várias designações: aperto, peso, ardor, ou pancada, sentida no meio do peito (retroestrenal) ou na zona do coração (precordial), e relaciona-se com o esforço de marcha rápida, subir ou outro. A dor reduz com o repouso ou com a administração de nitroglicerina sublingual ao fim de cerca de 5 a 15 minutos.

Angina de peito causa dor no peito

Pode haver irradiação da dor nomeadamente para a raiz do pescoço, para os braços (sobretudo o esquerdo) ou para a região alta do abdómen (epigastro).

Quais as causas de angina de peito

Causas de Angina de peito

A angina de peito surge devido a isquémia (falta de irrigação) do miocárdio (o músculo cardíaco). Esta deficiente irrigação é provocada por placas ateroscleróticas ao nível das artérias coronárias (as artérias que fazem a irrigação do músculo cardíaco).

Sempre que a pessoa faz esforço, o coração vai responder aumentando a sua frequência cardíaca e a sua capacidade de contracção para aumentar a quantidade de sangue que bombeia (débito cardíaco), e assim fornecer mais sangue aos diversos orgãos nomeadamente aos músculos que estão a fazer o respectivo esforço.

Para além do esforço físico, outros estímulos podem facilitar o aparecimento de crise anginosas:

  • temperatura fria;
  • andar contra o vento;
  • refeições pesadas;
  • estresse emocional;
  • situações que provoquem aumento da frequência cardíaca como: anemia, hipertiroidismo, febre, etc..

Quais os sintomas de angina de peito

sintomas de Angina de peito

O sintoma da angina de peito é exactamente a dor referida.

Por vezes a dor referida não tem todas as características típicas mas apenas algumas, sendo então designada por angina atípica. O médico avaliará se as características da dor correspondem de facto a angina de peito, ou a qualquer outra das situações que podem levar ao aparecimento de dores no peito.

Em certos casos pode não haver propriamente dor no peito, mas outro tipo de queixas que correspondem a similares, como sejam cansaço ou palpitações.

Diagnóstico da angina de peito

O diagnóstico de angina de peito resulta sobretudo do tipo de sintomas referidos. De facto a angina de peito significa que a pessoa tem dor no peito com as características referidas.

A doença que lhe está subjacente é a doença aterosclerótica das artérias coronárias. No entanto, pode haver doença significativa das artérias coronárias sem que a pessoa tenha o sintoma angina de peito, e há situações em que a pessoa tem uma dor muito semelhante à de angina de peito mas que não é devida a doença das artérias coronárias.

A prova de esforço e o ECG de Holter podem ser úteis no diagnóstico pois permitem avaliar a resposta do coração, respectivamente, em situação de esforço provocado no laboratório médico e durante as actividades diárias, profissionais e domésticas da pessoa (ECG de Holter).

Em certas situações há um conjunto de exames que podem ser também importantes, por vezes sendo necessária a realização de cateterismo cardíaco.

Como se desenvolve a angina de peito

À medida que as placas ateroscleróticas vão aumentando de diâmetro, vai aumentando o grau de obstrução das artérias coronárias e vai assim aumentando a gravidade da angina de peito, traduzindo-se pelo aparecimento da dor no peito para esforços cada vez mais pequenos e cada vez em maior número de vezes ao longo do dia.

A angina de peito é, pois, condicionada pela evolução da doença aterosclerótica.

Tratamentos indicados para a angina de peito

medicamentos para tratar a Angina de peito

Dado que o processo de angina de peito resulta da existência de placas ateroscleróticas ao nível das artérias coronárias, a primeira forma de tratamento está em evitar progressão da doença, isto é, o controlo dos chamados factores de risco:

  • excesso ponderal;
  • vida sedentária;
  • dislipidémia;
  • tabagismo;
  • diabetes.

Para o tratamento das queixas propriamente ditas, existem vários tipos de medicamentos. O médico decidirá quais as formas de terapêutica mais indicadas, havendo, de uma forma geral, 3 famílias de medicamentos que podem ser utilizadas:

  • os betabloqueantes;
  • os bloqueadores dos canais de cálcio;
  • os nitratos.

Em certos casos será necessário realizar angioplastia coronária («desobstrução» com cateter) ou cirurgia de «by-pass».

Para o tratamento da crise anginosa, isto é, do episódio de dor no peito, está indicada a administração de nitroglicerina sob a forma de um comprimido dissolvido debaixo da língua (ou similar). Desta forma a nitroglicerina entra muito rapidamente em circulação e permite em poucos minutos (geralmente cerca de 5 minutos) provocar o desaparecimento da dor.

É fundamental, perante o aparecimento de dor no peito, que o doente interrompa o esforço que está a ser realizado, para que desapareça assim sobrecarga feita ao coração e que está a ser a causa da dor.

Como Prevenir

A prevenção da angina de peito é a prevenção da doença aterosclerótica e corresponde por isso a ter os chamados comportamentos saudáveis. Corresponde portanto a :

  • correctos hábitos de alimentação;
  • baixo consumo de sal;
  • baixo consumo de gorduras;
  • baixo (ou nulo) consumo de álcool;
  • exercício físico;
  • ausência de tabagismo;
  • controlo dos valores de colesterol;
  • controlo dos valores tensionais;
  • controlo do peso.

Doenças comuns como diferenciar

Muitas situações podem dar sintomas com características que podem ser semelhantes às da angina de peito. Em particular é importante pensar-se nas estruturas que estão presentes no tórax, nomeadamente:

  • articulações condrocostais (entre o esterno e as costelas);
  • doenças da coluna vertebral;
  • alterações esofágicas em particular: espasmo esofágico e esofagite de refluxo;
  • situações de espasmo dos músculos do torax;
  • alterações gástricas, nomeadamente: hérnia do hiato;
  • patologia da vesícula biliar.
  • Para distinguir a origem das queixas, deverá ser sempre consultado o médico.

Outras designações

Angina de peito; Angor pectoris; Doença coronária; Doença das artérias coronárias, ou; Isquémia do miocárdio.

Quando consultar o médico especialista

Tendo em conta a importância clínica da angina de peito e a dificuldade de a distinguir de outras «dores no peito», sempre que a pessoa sente dor no peito deve consultar o médico assistente. O médico de clínica geral tem as condições para avaliar a situação e decidir quando necessita do apoio do cardiologista para abordagem da situação.

Pessoas mais predispostas

Tendo em conta que a angina de peito é provocada por doença aterosclerótica a nível das artérias coronárias, as pessoas com predisposição para a doença aterosclerótica são as que estão predispostas para esta situação. Tal significa:

  • história familiar;
  • hipertensão arterial;
  • dislipidémia;
  • obesidade;
  • diabetes;
  • vida sedentária;
  • sexo masculino;
  • idade avançada.

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