Comprar roupas no atacado para revender: compensa?

Muitas pessoas não ligam para ter um patrão. Afinal, é mais tranquilo fazer apenas o seu trabalho sem precisar fiscalizar o funcionamento de toda uma empresa, mesmo que os ganhos mensais não sejam lá essas coisas. Em contrapartida, tem gente que faz questão de trabalhar por conta própria. Normalmente, são pessoas com forte espírito empreendedor, com ou sem visão de mercado (coisa simples de resolver, realizando cursos para novos empreendedores como os do Sebrae). A dor de cabeça é maior, mas os ganhos também, ora essa! Mas o que fazer? Que tipo de comércio? O que eu vou vender?

Que tal o ramo do vestuário?

lojaSe tem uma coisa que todo mundo sempre precisa é roupa. Seja para o dia-a-dia, seja para festas, seja para bailes de gala, adultos ou crianças, não importa: sem roupa não se fica (alvo as praias de nudismo, mas isso é outra história).

Você tem duas opções para entrar nesse universo: ou você tem uma confecção e opta por montar uma loja para vender as peças que você faz ou então compra as roupas no atacado e as revende em sua loja. Muitas lojas de sucesso fazem exatamente isso, sabia? De acordo com o segmento do estabelecimento (por exemplo, lingerie), os responsáveis pelas compras procuram  os atacadistas, compram as peças que interessam e as revendem a preços um pouco maiores para ter a chamada “margem de lucro” (ou “markup”, em linguagem mais técnica).

Se mantendo na concorrência

Como já dissemos, lojas de roupas que se abastecem no mercado de roupas no atacado já existem antes da sua e já são reconhecidas pelos clientes, então seu esforço será um pouco maior do que o pensado inicialmente. Mas não se espante, pode ser mais uma questão de bom-senso do que de investimento. Antes de mais nada, defina o tipo de moda que você quer vender na sua loja (Feminina? Masculina? Infantil? Traje de festa? Para o dia-a-dia? Fitness?) e depois defina o público-alvo de acordo com a renda (ex.: classe C, D, etc.). Isso é importante pois cada combinação entre tipo de moda e tipo de público exige um tipo de loja e roupa diferentes; por exemplo, moda feminina para a classe C: é um público já mais exigente em relação à qualidade e ao visual das peças, então você precisará ter muito critério quando for ao atacado comprar esse tipo de roupa. Entendeu? Peças mal escolhidas encalham nos estoques e dão uma baita dor de cabeça depois.

concorrênciaMesmo que sua loja seja direcionada a públicos de classe mais baixa, como a D, convém prezar pela qualidade dos tecidos e acabamentos pois, mesmo não comprando muitas peças de uma vez (ou seja, não deixando muito dinheiro na sua loja), é um público que tende a se tornar fiel ao estabelecimento quando tem uma boa experiência lá desde a primeira vez. Resumindo: se o cliente entrou pela primeira vez em sua loja, foi bem atendido e pôde comprar roupas de qualidade, ele voltará em breve – e melhor: recomendará sua loja para conhecidos. Então, nada de pegar “qualquer coisa” lá no atacado julgando que seu público não liga. Ele liga sim.

Um pulo do gato que quase ninguém segue é o seguinte: tenha em sua loja aquilo que está na moda, mas reserve espaço para o que já não está mais. Sempre vai ter alguém procurando camisa xadrez, calça jeans que não seja colada na perna, calça com cintura normal ou mais altinha, estampas que saíram de moda… Aquele shortinho jeans curto com parte do bolso aparecendo por debaixo da bainha já saiu de moda faz tempo, mas de vez em quando vemos meninas usando dele por aí, não é? Já não se acha dessa peça nas lojas, mais, mas se elas descobrirem que na sua ainda têm, é pra lá que elas vão. Não precisa dedicar um espaço grande para modas passadas, nem ter peças de todas elas; use sua intuição e tenha daquelas peças que você sabe que ainda vão circular por um tempo.

Animou a embarcar nessa? Então boa pesquisa, boas compras e boa sorte!

No comments yet.

Deixe uma resposta

*