Homeopatia: Curar o semelhante pelo semelhante

A homeopatia nasceu há muitos séculos.

No século III a.C, Hipócrates, o “pai” da Medicina já dizia que há duas maneiras de curar: pelos contrários ou pelos iguais. Dizia ele: “A maior parte das doenças pode ter o seu remédio nas próprias causas que as originaram”.

Dr Samuel Hahnemann

No século XVIII, quase dois mil anos depois, um médico alemão, Dr Samuel Hahnemann, insatisfeito com a ineficácia e a imprecisão dos remédios então existentes resolve fazer uma experiência da qual foi cobaia com o quinino, usado contra a febre. Concluiu que o quinino, que cura a febre provoca, no indivíduo saudável, o aparecimento de febre.

Nasce, assim, a lei da similitude. E afirma:

homeopatia, a lei da similitude

Além disto, Hahnemann desenvolve o princípio das “diluições infinitesimais“. Ao fazer em si mesmo a experiência com quinino, usou, por motivos óbvios, doses muito reduzidas e apercebeu-se que “a diluição aumenta o efeito terapêutico”.

Depois de experimentar, juntamente com a sua equipa uma série de medicamentos, compilou as suas observações numa obra intitulada “Organon da Arte de Curar“. Desde o século XIX, a teoria espalhou-se na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina. Fundam-se, então, inúmeras sociedades e publicações homeopáticas.

O sucesso na luta contra o tifo e a cólera, que dizimaram muita gente no fim da guerra, facilita a sua divulgação e a Homeopatia, torna-se a medicina dos Reis, dos Nobres e dos Grande Burgueses, mas sofre a resistência dos Farmacêuticos, especialmente porque Samuel Hahnemann preparava ele próprio os medicamentos que prescrevia. Pior, em vez de vendê-los, por vezes oferecia-os aos doentes.

A Medicina convencional é alopática do grego “allos”, o contrário. A Homeopatia vem do grego “homo”, semelhante. São, portanto, distintas no que toca à atitude perante as doenças. A rivalidade entre as duas não traz nada de bom às pessoas.

Se, por um lado, a medicina alopática é necessária e útil nas doenças agudas, por outro, a homeopatia é de grande valia para prevenir que as doenças atinjam uma crise, em que só o bisturi pode valer. Saber reconhecer os limites de uma e outra e usá-las quando for necessário é o que devemos fazer.

É inegável que a Medicina alopática tem conhecido inúmeros avanços, mas observa-se que ela parece estar mais preocupada com a doença do que com o doente. Neste campo, a excessiva especialização faz esquecer o todo em favor do detalhe, reduz o Homem a um fígado, um ouvido, um rim ou um coração, desligado de todo o resto e esta atitude, que felizmente não é a de todos os médicos, mina a confiança do doente e sabe-se que ela é um dos factores mais importantes para a cura.

Um bom homeopata sabe quando deve mandar o seu doente ao colega alopata: em casos de crise grave, seja apendicite aguda, seja úlcera supurada, seja fratura, ou outra emergência médica, é ao hospital que se deve recorrer.

Já para prevenir doenças, ou impedir que elas atinjam a fase crítica, a homeopatia é um excelente remédio. Os seus medicamentos não produzem efeitos colaterais negativos, como é o caso na medicina alopática.

Medicamentos estão a ser inventados todos os dias. Alguns provocam efeitos de tal forma agressivos que os pacientes tratados com eles desenvolvem outros sintomas que, por vezes, levam-nos ao hospital: é a “doença da cura”.

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