Menopausa VS Andropausa

A menopausa não é uma doença» é uma frase que muitos médicos repetem até à exaustão e ainda bem. Aliás, é muito bom para as mulheres que se combata o mito de que a menopausa é uma doença. É que mais de um terço da vida da mulher desenrola-se na pós-menopausa. E nesta fase, em que os filhos estão criados e em que a situação económica e familiar está estabilizada, qualquer mulher tem direito a uma vida com qualidade a todos os níveis, incluindo o físico e o psicológico.

Menopausa

Foto de Mulher na menopausa

A definição mais conhecida e popularizada da menopausa é a de que ela marca a passagem da fase reprodutiva para a fase não reprodutiva. Como o nome indica, a menopausa corresponde ao fim das menstruações espontâneas, em consequência de haver uma grande redução na actividade dos ovários.

Por um lado, eles deixam de libertar óvulos todos os meses. Por outro lado, as hormonas femininas, ou estrogéneos, são segregadas em quantidades muito menores do que antes.

Uma mulher com cerca de 50 anos pode considerar que chegou à menopausa se não estiver menstruada durante um ano. A menopausa é antecipada por uma fase que se chama pré-menopausa, cuja duração varia entre alguns meses ou alguns anos, de acordo com cada caso.

Depois da última menstruação, as mulheres perdem mais massa óssea do que antes, o que aumenta o risco de osteoporose e de fracturas ósseas, e também apresentam mudanças nas gorduras do sangue (colesterol e triglicéridos), facto que contribui para haver um risco mais elevado de incidência de arteriosclerose.

Refira-se que a arteriosclerose pode causar angina de peito e enfarte do miocárdio.

Algumas mulheres passam a menopausa sem perturbações nem sintomas incómodos. Mas há muitas outras que sofrem com o período de transição, porque já não sentem os efeitos benéficos dos estrogéneos.

Os sintomas são bem conhecidos e os mais clássicos são os afrontamentos (sensações súbitas de calor insuportável), suores nocturnos, irritabilidade, humor depressivo, secura vaginal, diminuição do apetite sexual, insónia, dores de cabeça e nos ossos, etc.

Só que, felizmente, estes e outros sintomas podem ser diminuídos ou desaparecer através de tratamentos específicos de substituição hormonal.

Terapia de Reposição Hormonal

terapia de reposição hormonal

Ter qualidade de vida nos trinta anos que têm pela frente é algo que está ao alcance de qualquer mulher que entra na menopausa. Por isso, as mulheres com mais de 50 anos devem consultar o médico para obter aconselhamento acerca das possibilidades de fazer um tratamento de substituição hormonal.

A reposição hormonal é um tratamento ajuda a repor os níveis de estrogéneos que o organismo deixou de produzir. De acordo com especialistas em Endocrinologia e Ginecologia, os tratamentos de substituição hormonal permitem ter expectativas de uma vida melhor, com mais saúde física e bem-estar psíquico.

Através deste tipo de tratamento, a mulher vê diminuídas as possibilidades de excesso de peso, tem menos dores nos ossos, enquanto a pele, cabelo e unhas adquirem melhor aspecto. Além disso, os tratamentos de substituição hormonal diminuem o risco de fracturação por osteoporose, bem como o risco de doenças do coração.

Por outro lado, o desejo sexual pode aumentar e a irritabilidade diminuir. De acordo com os especialistas, os tratamentos de substituição hormonal também contribuem para reduzir a incidência do cancro do cólon e da doença de Alzheimer.

Convém acrescentar que as hormonas não causam o câncer de mama, mas podem acelerar o seu aparecimento se ele já estiver presente e não tiver sido diagnosticado. Por isso, convém fazer uma mamografia e uma ecografia do útero antes de se dar início a uma terapia de substituição hormonal.

Andropausa

Foto de Homem na Andropausa

Enquanto a menopausa é um fenómeno com sinais visíveis que levam a mudanças radicais na vida das mulheres, a andropausa é uma situação muito pouco especificada. Entre os 40 e os 60 anos existem alterações nas capacidades reprodutoras dos homens, só que as situações variam de caso para caso.

Há exemplos de homens que se mantêm sexualmente activos depois dos 60 anos e há exemplos de impotência antes dos 40 anos.

Por outro lado, enquanto a menopausa corresponde ao fim da fertilidade feminina, os homens que entram na andropausa não deixam de ser férteis. O que acontece é que há uma diminuição do índice de fertilidade, passando o homem a produzir uma menor quantidade de testosterona (principal hormona sexual masculina, produzida pelos testículos).

Perante esta ausência de um quadro de sintomas bem definidos, o mais correcto é dizer que a andropausa corresponde a uma série de mudanças fisiológicas e psicológicas que acompanham a cessação progressiva da atividade sexual masculina.

Assim, por exemplo, o aumento excessivo de peso ou uma modificação ao nível psíquico poderiam ser indício de andropausa. A maioria dos homens apresenta os primeiros sintomas de andropausa por volta dos 55 anos, mas há casos de pessoas que só os experimentam depois dos 70 anos, o que é perfeitamente normal.

Sinais e Sintomas da Andropausa

Os sintomas mais frequentes da andropausa são os de ordem sexual, como a diminuição da vontade sexual, e problemas na ereção e ejaculação. Mas há outros sintomas que, por vezes e de uma forma errónea, são atribuídos ao envelhecimento, e que, na realidade, estão relacionados com a entrada na andropausa.

Exemplos de sintomas deste tipo são as alterações e distúrbios cardiovasculares e do sistema nervoso central, dos ossos e da próstata, entre outros órgãos. Fadiga e dores nas costas com espasmos musculares são outros sintomas.

Os problemas ao nível da próstata também coincidem frequentemente com a entrada na andropausa e devem vigiados com cautela. A depressão e a falta de memória são sintomas associados à andropausa, e isso não é de estranhar. É que uma das actividades da testosterona é a organização e a activação do cérebro.

Tratar a Andropausa

O tratamento dos sintomas da andropausa pode ser feito de várias maneiras, e o objetivo principal é a reposição de testosterona. Esta pode ser feita através de injecções intramusculares, cápsulas de ingestão oral, ou através dos ainda pouco divulgados sistemas de adesivos para reposição transdérmica, e que são aplicados na área genital.

As clínicas especializadas na reposição de testosterona também realizam tratamentos à base de mini-implantes de cilindros que contêm testosterona pura no interior. A recuperação da pessoa começa a notar-se poucas semanas depois do início do tratamento de reposição hormonal.

Osteoporose na mulher e no homem

Soja é benéfica na osteoporose em mulheres na menopausa e homens na andropausa

Há já muito tempo que se sabe que a produção deficiente de hormonas gonadais (dos testículos ou ovários) está relacionada com um maior índice de fracturas do colo do fémur e da coluna vertebral. Por isso, desengane-se quem pensa que a osteoporose e os traumatismos ósseos só acontecem às mulheres.

Ao longo da vida, a mulher perde cerca de 500/o da massa trabecular e 300/0 da massa cortical dos ossos, enquanto os homens perdem 300/0 e 200/0, respectivamente.

A osteoporose da andropausa causa fracturas num em cada seis homens com mais de 80 anos. A prevenção da osteoporose só pode ser feita através de exames de rotina. Por isso, todas as pessoas com mais de 50 anos devem fazer exames específicos para perceberem se apresentam quedas dos níveis hormonais e se já têm sinais de osteoporose.

Mas, a melhor prevenção desta doença que chega e instala-se sem avisar é seguir uma dieta rica em cálcio logo desde a adolescência. E isto tanto se aplica a mulheres como a homens.

Como tratar a osteoporose

Quase de certeza que já conhece bem o discurso que se segue e que diz assim: uma alimentação saudável e exercício físico ajudam a prevenir muitas doenças, entre elas a osteoporose. Portanto, se está mais do que provado que isto corresponde à verdade, por que não aproveitar para acabar com aqueles pequenos pecados alimentares e começar a andar a pé pelo menos durante meia hora por dia?

Além destas duas medidas, as pessoas devem também apanhar sol. É que os raios do sol facilitam a síntese da vitamina D na pele. Mas, estas medidas só ficam completas a partir do momento em que a mulher ou o homem “pedem ao médico que faça o diagnóstico da menopausa e da andropausa de forma a iniciar a reposição hormonal de uma maneira apropriada. Outro conselho importante: os tratamentos hormonais devem ser sempre acompanhados pelo médico.

Soja

Actualmente, os tratamentos de substituição hormonal são feitos com base em medicamentos convencionais, mas, no futuro, o tratamento poderá ser feito com recurso a substâncias naturais à base de soja, alimento rico em hormonas vegetais.

Neste âmbito, os investigadores isolaram estrogéneos vegetais, os chamados fitoestrogéneos. Até existir essa alternativa natural, muitos médicos aconselham as mulheres que entram na menopausa a comerem diariamente rebentos e leite de soja, duas fatias de pão integral e grandes quantidades de vegetais.

Alimentação saudável

Os médicos recomendam às pessoas de meia idade que se alimentem corretamente, o que equivale a dizer que se deve comer muita fruta, muitos vegetais, cereais, azeite, pouca carne de vaca, um copo de vinho tinto por dia (um copo de vinho tinto uma vez por dia tem efeitos protectores sobre o coração) e muito peixe.

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