Os amigos não se abandonam!

Hoje, o meu discurso não é alegre. Época de férias. Altura de descanso do trabalho, da escola, das obrigações do dia-a-dia. Mas para mim, é altura de grande tristeza. É vê-los pelas estradas, pelas ruas e vielas. Inicialmente bonitos, enérgicos, com alegria naqueles olhinhos adoráveis. Contudo, conforme os dias vão passando, vai-se instalando a fome, a sede, a solidão, o medo. Como se não bastasse, há que ultrapassar a violência que sobre eles é exercida, ao desbarato, sem qualquer réstia de bondade e muito menos de humanidade. Errantes, tentam apenas sobreviver. São abandonados em auto-estradas, em vias ferroviárias, longe de casa para que nunca consigam regressar. À mercê de tudo e todos…

 Nestas férias, não abandone o seu animal de estimação. Denuncie situações que ferem qualquer pingo de humanidade que ainda nos resta. Não consinta no abandono nem na violência sobre animais – e já agora, isto inclui-nos a nós, supostos animais racionais.

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