Os efeitos colaterais do Omeprazol® para a saúde

Todos sabem das vantagens e dos benefícios do Omeprazol®, medicamento fabricado pela Medley que tem potente ação antiulcerosa. Não à toa, ele é o segundo medicamento mais consumido no mundo todo, conforme apontam estudos e estatísticas da indústria farmacêutica.

Caracterizado como um inibidor da bomba de prótons, ele tem como função combater a produção de uma proteína que é a responsável pelo aumento do pH em órgãos internos e, por conseguinte, pelo surgimento de úlceras. Esses “ferimentos internos”, como elas são conhecidas, já são problema para muitas pessoas ao redor do mundo, principalmente por causa dos hábitos de vida modernos – má alimentação, estresse, falta de exercício físico e excesso de bebidas alcoólicas.

No entanto, o Omeprazol®, apesar de todas as suas vantagens, tem alguns efeitos colaterais que devem ser observados pelos pacientes e por seus respectivos médicos, para um tratamento realmente efetivo. Diversos estudos já se debruçaram sobre o assunto, sendo um campo de pesquisa bastante prolífico na comunidade científica internacional.

Efeitos colaterais do Omeprazol

Confira, a seguir, algumas conclusões sobre o Omeprazol® e para quais efeitos colaterais você deve se atentar ao longo de sua aplicação e do tratamento.

Demência

Um estudo publicado na Revista da Associação Médica Americana (JAMA) levantou, em 2014, dados e comprovações científicas de que o uso prolongado do medicamento pode levar à demência. Considera-se uso prolongado aquele em que a pessoa utiliza o fármaco por pelo menos dois anos e ingere pelo menos 40 miligramas diárias.

No estudo, 25.956 pessoas que pertencem a esse perfil foram estudadas de 1997 a 2011. Ao longo do período, 65% acabaram apresentando taxas mais baixas de vitamina B12 no organismo, uma das principais causas da demência. Isso porque, segundo especialistas de um estudo de 2011, dessa vez da Chicago’s Rush University Medical Center, a carência desse tipo de nutriente pode ocasionar encolhimento do cérebro e, assim, provocar alterações neurológicas importantes.

Mas por que o Omeprazol® influencia nas taxas da vitamina B12 no corpo? Isso acontece porque o medicamento impede o ácido gástrico de absorver essa vitamina, deixando-a no sangue completamente inativa. Assim, com menos vitamina operante no corpo, ela não consegue desempenhar suas funções e pode inclusive se perder com o longo do tempo, o que favorece o surgimento de demências e outros problemas.

Anemia

Além da demência e dos riscos neurológicos, o uso abusivo e inconsciente de Omeprazol® pode suscitar a anemia. Como o medicamento diminui o ácido gástrico, ele acaba não absorvendo não só a vitamina B12, como também o ferro.

O ferro é um nutriente de origem mineral muito importante para a saúde do sangue. Afinal, é ele quem faz o transporte de oxigênio nas hemácias, os chamados glóbulos vermelhos. Sem a absorção do ferro, as hemácias não conseguem desempenhar sua função e nem são produzidas, o que resulta em fraqueza, em fadiga, em dores de cabeça e em uma desmotivação inexplicável.

O que acontece é a mesma coisa que ocorre com a vitamina B12. O ferro circula no sangue sem ser captado pelas células do sistema gástrico, que têm a função justamente de absorver os mais variados nutrientes. E, com isso, ele perde suas propriedades e deixa de ser eficiente, o que significa que nem mesmo uma dieta rica em ferro pode ajudar nesse sentido.

Osteoporose

E, por fim, outro risco do uso descontrolado de Omeprazol® é a osteoporose, já que outra substância que não é absorvida pelo ácido gástrico é o cálcio. Para as pessoas mais velhas, o público mais sensível e vulnerável a esse tipo de problema, isso significa que qualquer aplicação do remédio deve ser feita de forma reduzida, com dosagens menores, para impedir o surgimento dessa doença.

Trata-se de um mal configurado por poros nos ossos, daí o nome. Com os ossos porosos, o corpo inteiro fica frágil, o que estimula quedas, acidentes e riscos. E o cálcio é o maior aliado no combate e na prevenção contra esse tipo de problema, já que ele atua na formação e manutenção do esqueleto. Assim, com o sistema gástrico mais comprometido pela diminuição da acidez, o cálcio, mesmo quando ingerido da maneira correta, deixa de atuar no corpo e também circula no sangue de forma inativa.

Logo, é fundamental ter em mente esses possíveis efeitos colaterais do Omeprazol, de modo a evitar um consumo excessivo desse fármaco. É importante que o paciente tenha um constante acompanhamento médico, de modo a poder haver reformulações no tratamento e o uso de outros medicamentos, combinados ao Omeprazol®. Só assim, a pessoa poderá ter acesso aos benefícios do remédio e livrar-se de qualquer risco ou consequência indesejada.

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