Surgimento, História e Evolução da Robótica

O termo robótica procede da palavra robô. A robótica é, portanto, a ciência ou ramo da ciência que se ocupa do estudo, desenvolvimento e aplicações dos robôs.

Outra definição de robótica é o desenho, fabricação e utilização de máquinas automáticas programáveis com o fim de realizar tarefas repetitivas como a montagem de automóveis, aparelhos, etc, e outras atividades, sendo este o conceito que surge recorrentemente em qualquer monografia ou artigo científico sobre o tema.

Basicamente, a robótica se ocupa de todo o concernente aos robôs, o que inclui o controle de motores, mecanismos automáticos pneumáticos, sensores, sistemas de informática, etc.

Na robótica se unem para um mesmo fim várias disciplinas confluentes, mas diferentes, como a Mecânica, a Eletrônica, a Automática, a Informática, etc, sendo que cada uma delas se ocupará, em uma monografia ou um TCC, de aspectos diferenciados, que se acomodarão no ramo do conhecimento específico.

Dr. Isaac Asimov, head-and-shoulders portrait,...

O termo é atribuído a Isaac Asimov, que também delineou os três princípios ou leis da robótica, que segundo seu criador são:

  • Um robô não pode ferir nem permitir que nenhum ser humano seja ferido.
  • O robô deve obedecer a todas as ordens dos humanos, exceto as que contradigam a primeira lei.
  • O robô deve auto proteger-se, salvo se para fazê-lo deva entrar em conflito com a primeira ou segunda lei.

História da robótica

Em uma monografia ou artigos cientificos sobre o tema é essencial que ao menos um capítulo seja dedicado ao histórico da evolução do tema. São variados os fatores que intervêm para que se desenvolvessem os primeiros robôs na década de 50 do século XX. A pesquisa em projetos de inteligência artificial desenvolveu maneiras de emular o processamento de informação humana com computadores eletrônicos e inventou uma variedade de mecanismos para provar suas teorias.

As primeiras patentes surgiram em 1946 com os muito primitivos robôs para traslado de maquinaria da empresa Devol. Também nesse ano surgem os primeiros computadores. Em 1954, Devol desenha o primeiro robô programável.

Em 1960 se introduziu o primeiro robô “Unimate”, baseado na transferência de artigos e projetado a partir de uma dissertação de mestrado publicada por um aluno em uma universidade norte-americana. Em 1961 Um robô Unimate se instalou na Ford Motors Company para atender uma máquina de fundição de troquel. Em 1966, Trallfa, uma empresa norueguesa, construiu e instalou um robô de pintura por pulverização. Em 1971, O “Stanford ARM”, um pequeno braço de robô de acionamento elétrico, foi desenvolvido por uma equipe de professores na Stanford University.

Já em 1978, introduziu-se o robô Puma para tarefas de montagem por Unimation, baseando-se em desenhos obtidos em um estudo da General Motors. Atualmente, o conceito de robótica evoluiu para os sistemas móveis autônomos, que são aqueles capazes de desenvolver-se por si mesmos em meios desconhecidos e parcialmente mutantes sem necessidade de supervisão.

Nos anos setenta, a NASA iniciou um programa de cooperação com o Jet Propulsion Laboratory para desenvolver plataformas capazes de explorar terrenos hostis. Todos os exemplos supracitados podem ser citados em pesquisas de campo ou casos práticos em pesquisas monográficas, enriquecendo o resultado dos estudos.

Na atualidade, a robótica se debate entre modelos sumamente ambiciosos, como é o caso do IT, desenhado para expressar emoções, o COG, também conhecido como o robô de quatro sentidos, o famoso Soujourner ou o Lunar Rover, veículo de turismo com controle remotos, e outros bem mais específicos como o Cypher, um helicóptero robô de uso militar, o guarda de tráfego japonês Anzen Taro ou os robôs mascotes da Sony.

Em geral a história da robótica é possível de ser classificada em cinco gerações: as duas primeiras, já atingidas nos anos oitenta, incluíam a gestão de tarefas repetitivas com autonomia muito limitada. A terceira geração incluiria visão artificial, no qual se avançou muito nas décadas de oitenta e noventa. A quarta inclui mobilidade avançada em exteriores e interiores e a quinta entraria no domínio da inteligência artificial no qual se está trabalhando atualmente.

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